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terça-feira, 8 de março de 2016

Semiramis - Dedicato A Frazz (1973)

Para comemorar o retorno desta grande banda agora em março de 2016, disponibilizo aqui a edição japonesa de seu único álbum, lançado em 1973, por jovens de apenas 16 a 18 anos, que apesar disso, mostram que para se fazer boa música, não importa a idade. Me arrisco em dizer que este é meu disco preferido de todas as bandas italianas da época. Uma obra complexa e experimental. podendo até se estranhar na primeira vez, mas com um pouco de atenção, você verá o quanto bom é o disco.
composta pelos dois irmãos Michelle Zarrilo (guitarra e vocal) e Maurizio Zarrilo (Teclados),Gianpiero Artegiani (Sintetizador, Guitarras), Paolo Faenza (Bateria),Marcello Reddovide (Baixo).
A estranha (e linda!) capa e encarte do disco, retratam os personagens contados no disco, feita por Gordon Faggetter.
Aproveitem da última remasterização, em FLAC e MP3!

MP3


FLAC







segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Albero Motore - Il grande gioco (1974)


Banda italiana formada em Roma pelos cinco músicos: Maurizio Rota (vocais), Adriano Martire (teclados), Fernando Fera (guitarra), Glauco Borrelli (baixo/vocais), Marcello Vento (bateria), que lançaram 2 álbuns, este em 1974. Foi um disco que não teve tanta influência progressiva, presente na década de 70 na Itália, lembrando mais o típico rock clássico americano, dando destaque ao piano, com curtos solos de guitarra no decorrer do álbum. Foram descobertos pelo guitarrista Ricky Gianco, que os ajudou a arrumar contrato com a gravadora Intigo, assim lançando este primeiro disco, apenas na Itália de limitada quantidade, logo com a banda a beira do fim. Particularmente, não acho que tenha algo de muito especial, contudo gostoso e agradável de se ouvir.



domingo, 31 de janeiro de 2016

I Giganti - Terra In Bocca (1971)

I Giganti foi uma importante banda italiana na cena pop rock na década de 60. Iniciaram a cerreira em 64 junto de outros importantes grupos como o famoso Le Orme. Tiveram seu maior sucesso com um cover em italiano de Down Came the Rain (Mister Murray).
Gravaram 3 discos, sendo o primeiro de 66.
Durante os primeiros anos, faziam um som bem mais voltado ao rock psicodélico com um toque de influências regionais. 
Apesar de desconhecida, pode-se dizer que I Giganti foi uma das mais influentes bandas da cena de prog da Itála. Isso se mostra principalmente pelos músicos dos quais passaram por ela, ente eles Vince Tempera (Il Volo), Aires Tavazalli (Area) e Marcello Dallacasa (Latte e Miele).
Em 1971, lançaram um disco um tanto quanto polêmico, que também viera a ser o último: Poesia Di Un Delitto. Devido ao seu conteúdo, cujo tema é sobre a mafia italiana, o álbum chegou a ser proibido de ser tocado nas rádios, oque hoje torna o lp muito raro entre colecionadores.
Apesar da separação, um single 7 foi emitido um ano depois.
Muito recomendado aos apreciadores do prog italiano e certamente um disco fundamental para se aprofundar nas maravilhosas obscuridades da cena.





sábado, 16 de janeiro de 2016

Jacula - In Cauda Semper Stat Venenum (1969)



 Jacula é uma banda italiana formada em 1969 como um experimento de Antonio Bartoccetti, Doris Norton (também conhecido como Fiamma Dello Spirito), o organista Charles Tiring e o médium Franz Porthenzy. A banda foi considerada inovadora até mesmo na cena progressiva, com um som bastante peculiar, se distinguindo bastante de bandas como Yes, King Crimson e Jethro Tull. E é só ouvir os primeiros segundo de “Ritus”, a primeira faixa do álbum, que já podemos entender o porquê da peculiaridade.
 O álbum inteiro é dominado pelos sons incessantes do órgão e de vez quando aparecendo uma guitarra cortante e uma bateria que a acompanha. O que certamente faria com que o álbum caísse muito bem numa trilha sonora de qualquer que seja o filme de terror. Na faixa “Ritus” essas características prevalecem, além de um looping insistente de sintetizador. A próxima faixa é “Magister Dixit”, que abre com uma voz sepulcral recitando o nome da canção por três vezes. Após isso temos dois minutos de puro órgão. Em seguida entra a voz que abriu a música e narra algo em latim, depois disso volta-se para o som do órgão e dos efeitos sonoros de uma nevasca. Depois a narração em latim volta mais uma vez e depois que se acaba podemos ouvir a bateria. Após várias batidas no bumbo (acompanhados do órgão), temos um furioso solo de guitarra, certamente um dos pontos mais altos do álbum. Após o solo volta o bumbo e segue assim até o fim da faixa.
“Triumphatus Sad” começa com uma furiosa guitarra e um som de bateria bastante abafado e pesado. Nesta faixa o órgão só aparece aos 40 segundos, junto a várias batidas nos pratos da bateria. Há uma voz que diz “Triumphatus Sad” em vários momentos da música. Nesta faixa o que prevalece é a guitarra, o que a torna outro ponto alto do álbum, embora a mesma pareça ser sem rumo, “perdida”.
 “Veneficium” é a faixa mais curta do álbum, embora seja bastante interessante. Ela abre com vários efeitos sonoros e o mesmo som de nevasca que há em “Magister Dixit”. Alguns segundos após é a vez da guitarra entrar acompanhada da bateria, fazendo um som bastante pesado, acompanhado do som do que parece ser um piano, ou outro instrumento modulando um.
 Em seguida vem a música que dá título ao álbum, e, pessoalmente, a acho a mais macabra do álbum. Ela começa com um som mórbido e bastante grave, que dá entrada para uma breve narração do latim que apareceu durante todo o álbum. Após isso, entra o órgão e outros efeitos sonoros. Aos 2:29 há uma leve quebra do ritmo e a narração volta, mas isso só dura por alguns segundos, pois segundos após, volta-se ao órgão acompanhado do bumbo da bateria ao fundo. Como sempre, aqui ele também aparece abafado e pesado. Aos 5:00 a guitarra aparece e a acompanhando, temos o órgão de sempre, só que desta vez ele é tocado mais animadamente e de modo menos macabro, embora a guitarra e a bateria assumam o papel de manter o clima tenebroso da música. Perto dos 7:00 volta-se a narração em latim. Aos 9:00 a guitarra aparece junto a bateria para acompanhar a narração rumo ao fim da canção e do álbum
“Initiatio” começa com o famoso som de nevasca e uma voz que aparenta ser feminina que canta o nome da música na introdução e durante todo resto da música a mesma voz canta vários “Oohs” enquanto uma bateria bastante abafada e pesada insiste em acompanha-la. E é só isso o que há na música, até o seu final, aos 6:48 de duração que termina ao som da nevasca que apareceu na introdução.
 Certamente ouvir esse álbum sempre será uma experiência bastante interessante, às vezes podendo ser assustadora e em outras vezes até mesmo divertida. Mas o que se pode afirmar com bastante certeza é que esse álbum nos faz lembrar o clima “doom” posteriormente adotado por bandas como Black Sabbath, e mais tarde ao clima “gothic”, adotado pelo Type O Negative. Uma coincidência é que as duas faixas mais longas do álbum, “Magister Dixit” e “In Cauda Semper Stat Venenum” são também as mais macabras. Um álbum de difícil rotulação, que é para ser ouvido nos fones de ouvidos, num ambiente sem influências externas. Quanto a luz apagada, a escolha é sua.

Resenha por: Jean Carlos.